Clica-me se me queres ler, seu safadão!

«Estão todos convidados a aparecer na festa de despedida da redacção da Hype!, dia 21 de Agosto, a partir das 22:30 horas. É um get together informal, no Lounge, que nos convidou a fazer parte das comemorações de aniversário deste que é o bar mais cool de Lisboa. E com DJing nosso! Em anexo, o convite.

Resumindo:
Quando: Quinta-feira, 21 de Agosto, entre as 22:30 e as 04:00
Onde: Lounge, Rua da Moeda, n.º 1 (junto aos Correios/Mercado da Ribeira), Cais do Sodré» por NCalvin

Paranoid Android

Agosto 18, 2008


Não pensaram seriamente que o iPhone ia andar por aí a laurear a pevide a solo por muito mais tempo, pois não?

O passeio pelo parque acaba exactamente dia 10 de Novembro de 2008, altura em que chega aos escaparates o novo telefone da gigante Google (em pareceria com a T-Mobile e a HTC), o HTC Dream. Este será o primeiro telemóvel a correr o sistema operativo Android, um software que promete não só revolucionar a forma como interagimos com os telemóveis (de uma forma mais internetesca), mas também com outros tipos de hardware.

Eis algumas das principais funcionalidades do HTC Dream:

. Escrã táctil
. Teclado qwerty
. 3G / WiFi
. Suporte total para HTML
. Facilidade de acesso a aplicações (Gmail, Gtalk, motor de busca, etc.)
. Mapas
. YouTube
. Câmara fotográfica de 3MP com flash
. Vídeo (apenas playback, não grava)
. Leitor de música + cartão de memória de 1GB incluído
. Aplicações disponíveis no Google Marketplace

Os tarifários nos Estados Unidos deverão oferecer downloads e SMS grátis (ou limitadas a 400) por 35 dólares mensais.

Vejam este vídeo e descubram mais (acho o design horripilante, e vocês?).

WATCHMEN para todos

Agosto 15, 2008

Um dos melhores livros que alguma vez li na minha vida. É este o elogio que tenho para fazer à novela gráfica Watchmen.

A 6 de Junho de 2009, Watchmen chegará ao grande ecrã pela mão do realizador do fabuloso “300″, Zack Snyder.

O videojogo (para PC, PS3 e X360) será uma prequela dos acontecimentos do livro e chegará aos utilizadores a conta gotas, ou seja, por episódios. É já sabido que no primeiro episódio será possível andar à porrada vestindo a mascara de sarrapilheira de Rorschach ou as orelhinhas duvidosas de Night Owl. Sim, estamos perante um jogo de acção (gritos de fãs irados, que pegam em forquilhas e tochas e espalham o caos).

Mas não desesperem, pois está prevista a edição de um outro videojogo em simultâneo com a edição em  DVD do filme. Se fecharmos os olhos e desejarmos com muita força, pode ser que saia um Watchmen à lá Knights Of The Old Republic. Preety please?

Entretanto podem ir saciando a vossa fome por heróis acabados e conflitos nucleares recorrendo à “Watchmen - Motion Comic”. Olhem aqui um gostinho já em baixo. Quem é amigo, quem é?

Eles também são fãs do Watchmen

Eles também são fãs do Watchmen

Ri-te Macambúzio!

Agosto 14, 2008

Porque mais uma gargalhada nunca é demais, deixo-vos com um vídeo que resume de forma brilhante os dois jogos Half-Life. Não vos roubará mais do que um minuto… cross my heart, swear to die!

Especialmente hilariante se concluíram ambos os joguitos.

O director da revista Hype!, Nelson Calvinho, deu uma entrevista ao site No Continues na qual fala da extinção da publicação e projectos futuros.

Espreitem a entrevista, explorem o site e deixem um olá (ou dois, ou três) no fórum. Até já.

Diabinho Fofinho

Agosto 6, 2008

É o poder da Internet… Aqueles descontentes com a direcção que o aspecto visual de Diablo 3 parece estar a tomar (colorido e a piscar o olho a World Of Warcraft), conseguiram fazer barulho suficiente para atrair a atenção da Blizzard. Uma petição aqui, uns screenshots alterados ali e de repente o blog MTV Multiplayer já está a entrevistar o designer da Blizzard, Jay Wilson. É divertido ver Wilson inverter a situação e dar aos queixosos uma dose do seu próprio remédio.

Podem ler a entrevista aqui. É bastante interessante.

Resta-me dizer que eu estive lá, em Paris, quando Diablo 3 foi apresentado, estive na conferência exclusiva para imprensa, e estive no painel de discussão sobre o design de Diablo 3, e sim, discordo da multidão irada. Acho que o jogo está com um aspecto fenomenal e mal posso esperar para lhe meter as mãos em cima.

update:

O pessoal do Penny Arcade também tem uma palavra a dizer sobre o assunto. Hilariante.

Obrigado ao Max pela dica.

Summertime…

Agosto 6, 2008

Summertime…  and the livin’ is easy.
Fish are jumping
And the cotton is high…

Pois é, o Verão brilha intenso sobre todos nós, e o melhor mesmo é aproveitar.

Escrevo estas linhas para que compreendam o porquê de o G2B2 não ser actualizado há alguns dias. Assim se deverá manter até ao final da semana. Tenho estado a gozar umas merecidas e paradisíacas férias no Allgarve, como de resto poderiam conferir se o wordpress me deixasse colocar imagens.

Em alternativa, deixo-vos com um ear candy,

Até já e boas férias

Não sou grande fã de números, especialmente porque as pessoas tendem a acreditar que representam uma realidade absoluta. Sim, são elementos factuais, mas que para serem compreendidos têm de ser devidamente contextualizados. Sozinhos valem o que valem.
A Edge Online oferece uma análise interessante – ainda que discutível – destes dados. Ora espreitem lá.

Receitas brutas

Receitas brutas

Lucros
Lucros e
prejuízos

Imaginem acordar um dia de manhã, acenderem a TV e – CHOQUE – apanharem o Manuel Luís Goucha e companhia a jogar Rock Band. Sim, seria uma visão dantesca.

Sintam por isso pena dos nova-iorquinos desgraçados que tiveram que gramar com os muy sérios apresentadores do programa televisivo NBC’s Today, enquanto estes jogavam Rock Band. A sua destreza era tal, que de repente os Bon Jovi pareceram-me a melhor banda do mundo.

Mas esperem… pena? Os americanos é que têm sorte. Pensando bem, quem me dera ver mais figuras publicas portuguesas a fazer estas figuras. Frikin Hilarious!

MEDO! Depois do salto

HYPE TV!

Julho 30, 2008

Can I Play With Madness?

Can I Play With Madness?

Decidi colocar online alguns dos melhores momentos da série Hype! TV, parte integrante do DVD da revista Hype!. É que a malta da redacção acha que ainda não fez figuras tristes à frente de pessoas suficientes…

Segue-se o primeiríssimo episódio de Na Redacção, que quando saiu já deixava antever o estado instável da mente dos redactores. Situação que, como sabem, se agravou com o tempo.

Tomaaaaa!

Julho 28, 2008

É um clássico que vale pena relembrar.

Rose & Camelia é o jogo perfeito para aqueles dias em que tudo corre mal e toda a gente parece merecer uns bofetões.

Alem disso, quem é que não gosta ver duas miúdas à chapada?

O dia de ontem foi especial em muitos sentidos:

Foi especial porque o Jorge Vieira fez anos.

Foi especial porque eu fiz um jantar de aniversário e uma noitada com amigos.

Foi especial porque se fechou um ciclo na vida pessoal e profissional da equipa da revista Hype!.

E foi especial porque mais uma vez se fez história em Portugal. Nunca antes uma redacção de uma revista realizou uma emissão audiovisual em directo para falar com os leitores. Fizemo-lo por uma questão de respeito.
Sim, as condições técnicas não foram as melhores, o som parecia saído da garganta de um Satanás constipado, e por vezes esquecemo-nos de referir as perguntas a que estávamos a responder, mas penso que isso são detalhes, e que a mensagem – o que realmente interessava – passou. Podem ver como foi, pelo menos parcialmente, aqui.

Às cerca de 500 pessoas que fecharam esta porta connosco ontem um grande bem-haja.

The show goes on já no próximo post.

Update:

A transmissão arranca às 18:30. As condições técnicas não serão as melhores, mas foi o que conseguimos tão em cima da hora. De qualquer forma há que manter o espírito no budget do Hype! TV. Não queremos desiludir os “fãs”, haha.

Eis o url: http://www.ustream.tv/channel/hype%21-tv

Hoje, sexta-feira, iremos estar em directo da redacção (em live streaming) num url ainda a designar, para falar da Hype! e responder a questões que tenham.

UNCUT! UNCENSORED! EXCPLICIT! HARDCORE!

Vão passando por cá para saber mais informações.

 

O escritor de banda desenhada Gerard Jones oferece uma perspectiva interessante e informada sobre a violência e os videojogos, sem histerismos e discursos ignorantes “à lá Hillary Clinton”. Gerard consegue mesmo levar a discussão ao passo seguinte. Visionamento obrigatório!

 

O blog Kotaku aproveitou a sua presença na E3 2008 para fazer umas perguntinhas de trivia a executivos das principais editoras de videojogos, como a Microsoft, a Nintendo e a Sega. O tema das questões? Descubram aqui:

Clica-me, pliiiise!!!

Frag Dolls

Eis um pequeno vídeo que fiz aquando da apresentação da defunta revista Mega Score, no programa da Sic Radical, Curto Circuito.

O vídeo “pintou” o destaque a um especial contido na revista sobre as mulheres e os videojogos.

Na imagem estão as Frag Dolls, equipa feminina profissional de e-sports.

A música é das incontornáveis The Pipettes, que ao que parece substituíram recentemente duas das suas meninas (chuif…).

The Pipettes

Super Maiden

Julho 10, 2008


Foi simplesmente fantástico o concerto dos Iron Maiden no primeiro acto do Super Bock Super Rock 2008.

A energia, o setlist recheado de clássicos e a dedicação e respeito que a banda mostra e sempre mostrou pelo público foram os principais factores para o sucesso do espectáculo de ontem. Inesquecível.

Quem não esteve lá pode saber mais consultando as milhentas críticas espalhadas por essa internet fora, bem como ver dezenas de clips no YouTube. Enjoy.

 

Jogos Wii Rejeitados

Julho 9, 2008



Foram finalmente revelados os potenciais jogos que a Nintendo decidiu não produzir para a sua consola Wii. Hilariante.

Assim foi o maior evento que a Blizzard alguma vez realizou na Europa, e que juntou milhares de pessoas de todo o mundo.

Foram dois dias marcados pelo anuncio de Diablo 3 e pelos concertos dos hilariantes Level 80 Elite Tauren Chieftain (sim, fizeram level up durante o concerto) e da orquestra Video Games Live, que irá actuar no Campo Pequeno, em Lisboa, nos dias 6 e 7 de Dezembro.

Level 80 Elite Tauren Chieftain - “I Am Murloc”

WOW: Lament Of The Highborn

Pelo caminho tive oportunidade de meter as mãos em cima dos jogos ainda em desenvolvimento Starcraft 2 e World Of Warcraft: Wrath Of The Lich King.

Este vídeo resume bem os momentos altos do evento

Tudo isto e muito mais detalhes sumarentos na Hype! nível 11, que chegará às bancas no final de Julho.

Spore Creature Creator

Junho 22, 2008

É o trend do momento. Este editor de criaturas permite criar e personalizar bichinhos para Spore, mais um jogo forjado pelo génio por detrás de Os Sims, Will Wright.

Eis a minha primeira experiência:

Não tenham medo, façam download da versão limitada mas grátis deste editor, ou comprem na loja a versão completa por dez euros.

Com lançamento marcado para Setembro, Spore é um jogo com um conceito único. Leva o jogador numa jornada pela evolução da Vida colocando-o a gerir um micróbio que originará toda uma civilização.

«Para começar fomos à sede secreta da Blizzard descobrir tudo sobre a nova expansão para o maior jogo online da actualidade: World Of Warcraft: Wrath Of The Lich King. Conversámos com os designers da Blizzard, que nos contaram tudo sobre o jogo e ainda nos revelaram os truques que eles próprios usam para explorar WOW. Um exclusivo!

Num mês em que não páramos de percorrer o globo para oferecer aos leitores informação sobre vários jogos, muitas vezes em primeira-mão e em exclusivo, aterrámos em Manchester para descobrir como está a correr a produção de The Chronicles Of Narnia: Prince Caspian; voámos até ao Reino Unido para conhecer os novos jogos da SEGA – Madworld, Bayonetta e Infinite Line; por lá fizemos escala na sede da Rare em Leicestershire para nos espantarmos com os novos Viva Piñata e Banjo-Kazooie; e, entre Londres e Vancouver, vimos todo o catálogo 2008 da Sony e da Electronic Arts. Estamos a falar de jogos como Killzone 2, Resistance 2, Little Big Planet, Facebreaker, Left 4 Dead, Battlefield: Bad Company, Lord Of The Rings: Conquest, Battleforge, Fight Night Round 4, Warhammer Online, Battlefield Heroes e uma entrevista a Peter Moore: é muita fruta!

Não chega? Bom, então falta dizer que o Jorge Vieira foi dos primeiros jornalistas do mundo a acabar Metal Gear Solid 4 e conta tudo numa análise onde não faltam segredos. Se não acreditam e querem ver com os próprios olhos, é simples: basta concorrer ao passatempo para ganhar uma cópia do jogo!

De seguida metemos frente a frente dois monitores de alta definição para quem procura jogar com qualidade de imagem e elegância. E por falar em alta definição e elegância, apresentamos a Catarina Gouveia, a apresentadora da terceira temporada do MyGames TV. Descubram o novo rosto do programa da SIC Radical e novidades sobre a estreia.

Toda a gente usa o Google e muitos de nós até temos blogs no Blogger. Mas como ganhar dinheiro com isso? Explicamos tudo no tutorial Ganhar dinheiro no Google.

O nosso correspondente no Japão, Brian Ashcraft, aposta que os exclusivos para consolas estão em vias de extinção. Dos Estados Unidos, o Brian Crecente defende que a E3 vai pelo mesmo caminho. Enquanto isso, no Reino Unido, o João Diniz Sanches arrisca a própria vida ao confessar que Grand Theft Auto 4 o aborrece, ao passo que Kieron Gillen explica porque é que revistas como a Hype! são tão mais interessantes que as outras.

Críticas? Boom Blox, Command & Conquer 3: Kane’s Wrath, GTA 4, PES 2008 para a Wii e a lista continua».

DVD

«Este mês, o nono nível da Hype! os leitores terão acesso a uma trial key com duração de 7 dias do MyGames On Demand, um serviço que permite jogar a centenas de títulos PC por via digital. Championship Manager 2008, Colin McRae: DIRT, Age Of Mythology, Fable, Just Cause e Hitman: Blood Money são alguns dos mais de 200 jogos que podem ser livremente descarregados e jogados durante sete dias. Para activar o serviço basta registar-se no site MyGames e introduzir o código que se encontra no folheto promocional encartado na revista.

A Hype! oferece igualmente nesta edição o jogo Magic The Gathering Online 3, a nova versão do popular jogo de cartas coleccionáveis da Wizards Of The Coast. Esta edição contém as mais recentes expansões de Magic para que possam participar em duelos online com os amigos. Para criar uma conta no jogo é necessário pagar 10 dólares (cerca de 6,5 euros), quantia que pode ser posteriormente redimida em decks e boosters.

O DVD da Hype! nº9 inclui vários jogos completos para todos os gostos. O principal destaque vai para TrackMania Nations Forever, a última edição do mirabolante jogo de corridas criado pela Nadeo. No restante lote de jogos grátis encontram-se Rising Eagle (um shooter online tipo Battlefield); Space Hulk (um remake do jogo de estratégia da década de 90); Rom Check Fail (uma paródia aos jogos retro) e Driving Speed 2 (um jogo de corridas automobilísticas).

No DVD podem ainda encontrar um mega-especial dedicado à PlayStation 3. Para além de uma vídeo-reportagem exclusiva realizada pela Hype! na cidade de Londres com os produtores de Resistance 2, Killzone 2 e do serviço PlayStation Home, mostramos ainda trailers e imagens dos exclusivos PS3 agendados para os próximos meses.

No mês do Euro 2008, o DVD da Hype! propõe-vos a descoberta das melhores Mods de Futebol para jogos PC como FIFA 08 e Pro Evolution Soccer, entre outros. Marco Vale traz-nos a segunte parte da aula de modelação de carros no Tutorial GameDev. E o Hype! Arcade prossegue na sua demanda em busca dos melhores jogos independentes da actualidade, com uma mão cheia de jogos completos cuja jogabilidade faz corar de vergonha muitas produtoras de renome.

Um mega-especial Grand Theft Auto 4 com vídeos, imagens, dicas e outras curiosidades; demos de Race Driver: GRID, RedLynx Trials 2 e Sam & Max: What’s New Beelzebub?; making-ofs de Age Of Conan, Resident Evil 5, Prototype e The Wheelman; e dezenas de trailers juntam-se a mais uma edição da Hype! TV que, este mês, apresenta duas perspectivas diferentes sobre Wii Fit, o regresso dos bots humanos na rubrica “Incoming” e uma tourada à moda da Wii. Tudo isto e muito mais no DVD Hype!».

In MyGames

Boris rocka rolam

Maio 29, 2008

Vieram do Japão, passaram pelo Porto Rio e aterraram na LX Factory, em Alcântara, para um excelente concerto. São os Boris e o seu drone rock que paira algures entre Motorhead e Type O Negative.

E o que tem isto a ver com videojogos? Não se está mesmo a ver?

 

Este artigo de opinião figura na revista Mega Score nº121 de Abril de 2005 e, embora desactualizado, é interessante pois ajuda a compreender o product placement e a sua inserção nos videojogos.

O Nelson Calvinho escreveu mais recentemente sobre o assunto no blog dele.

É um pouco naïf acreditar que os autores irão utilizar as receitas extra que conseguirem com o product placement para baixar os preços seus produtos. Ninguém opta por ganhar menos dinheiro e enquanto os jogos continuarem a voar das prateleiras não há razão para baixar o seu custo de venda ao público, ou sequer apostar em novas fórmulas. Ainda mais preocupante é a forma como este modelo de negócio poderá afectar o design dos videojogos vindouros.

A história ensina-nos que sempre que os obstáculos se tornam demasiado duros para serem superados da forma mais óbvia, o Homem encontra formas alternativas de os contornar. A infindável relação cíclica entre os custos de produção dos videojogos e os seus preços de retalho começa atingir proporções insuportáveis. O mesmo se passa no mundo de publicidade. As pessoas simplesmente perderam a paciência para os longos períodos de anúncios televisivos e para a publicidade que povoa os limpa pára-brisas dos seus carros e entopem as suas caixas de correio real e virtual. Parte da solução encontrada para contornar o problema chama-se product placement.
O seu conceito é bastante simples: uma empresa paga para que o seu produto seja integrado - de forma mais ou menos dissimulada - num filme, numa rádio, numa telenovela, numa música, num livro ou num videojogo. Embora este tipo de fusão já possa ser vista desde que em 1950 a Gordon’s pagou para que actriz Katharine Hepburn, no filme “The African Queen”, arremessasse umas quantas caixas de Gin ao mar, apenas mais recentemente esta prática foi massificada. São milhares os exemplos possíveis, mas penso que a telenovela da TVI “Morangos Com Açúcar” é o melhor de todos. Os seus autores compreendem que o seu público-alvo é composto por jovens demasiado impacientes para ficar a ver os intervalos comerciais. Para combater isso, introduziram um sistema que consiste em intervalos de 120 segundos que surgem em contagem decrescente no canto superior direito do ecrã. Além disso, os anunciantes colocam as suas bebidas, roupas, telemóveis, automóveis, e muito mais, dentro da telenovela, gozando assim de uma publicidade incontornável e facilmente associada aos heróis dos espectadores. Penso que já estão a perceber onde quero chegar.

Existem milhares de pessoas por esse mundo fora que, ao invés de verem televisão ou irem ao cinema, dedicam uma boa fatia do seu tempo livre a jogar em PCs e consolas. É por isso com alguma naturalidade que assistimos à chegada do product placement à indústria dos videojogos. A Electronic Arts, por exemplo, conseguiu com que a McDonald’s e a Intel fizessem parte integrante do dia-a-dia dos jogadores de The Sims Online. Em Need For Speed Underground 2, é possível encontrar marcas como a Old Spice, ou o Burger King. A Ubisoft licenciou em Splinter Cell: Pandora Tomorrow um Sony Ericson P900, para ajudar o protagonista Sam Fisher na sua aventura. E a Vivendi Universal chegou ao ponto de recusar publicidade para o seu Leisure Suit Larry: Magna Cum Laude. É sem dúvida um negócio que, apesar de recente nesta praça, se está já a revelar rentável para ambas a partes. O licenciamento de produtos para videojogos pode custar até 100 mil dólares (80 mil euros). Já o valor pedido exactamente do mesmo negócio, mas na indústria do cinema, pode ir até aos 100 milhões de dólares (80 milhões de euros). O site About mostra-nos o quanto este modelo de negócio está a ser levado a sério, através de uma notícia que dá conta do desenvolvimento - por parte da empresa de publicidade para videojogos Massive Inc. - de uma tecnologia que permitirá aos anunciantes alterar continuamente os seus anúncios, mesmo após o lançamento do título. Já a BBC News Online refere que uma outra empresa dedicada especificamente ao product placing nos videojogos, a JAM International Partners, espera conseguir trazer para a indústria de videojogos, até ao final deste ano, 705 milhões de dólares (570 milhões de euros).
À vista desarmada, este novo tipo de negócio parece ser uma dádiva para a nossa amada indústria. Não só gera receitas extra, capazes de colmatar os tais custos demasiado elevados de que as editoras tanto de queixam, como poderá fomentar produções mais alternativas e criativas (ao invés das fórmulas do costume e dos licenciamentos de filmes) e quiçá até potenciar uma possível descida dos preços dos jogos. Os jogadores, por seu lado, passam a poder contar com produtos que conhecem do mundo real, o que eleva sobremaneira o realismo in game. No entanto, um olhar mais atento sobre este assunto levanta algumas questões importantes, cujas respostas poderão não agradar a todos. É um pouco naïf acreditar que os autores irão utilizar as receitas extra que conseguirem com o product placement para baixar os preços dos seus produtos. Ninguém opta por ganhar menos dinheiro e enquanto os jogos continuarem a voar das prateleiras não há razão para baixar o seu custo de venda ao público, ou sequer apostar em novas fórmulas.

Ainda mais preocupante é a forma como este modelo de negócio poderá afectar o design dos videojogos vindouros. O bom product placement é aquele que se integra numa obra sem causar ruído. Obrigar o comprador a pagar mais de 50 euros por um título pejado de publicidade descontextualizada não só é desonesto, como extremamente perigoso para a indústria em geral. No mundo automóvel virtual, já é possível ver alguns efeitos nocivos desta parceria, em alguns jogos que recorrem a veículos licenciados, como Gran Turismo 4 ou Enthusia. É bonito e realista jogar com carros que existem no mundo real. Mas a partir do momento em que as respectivas marcas não permitem que a representação virtual dos seus veículos seja destrutível, lá se vai o realismo.
Com a massificação do product placement, os critérios utilizados para definir que tipo de jogo produzir vão inevitavelmente mudar: porquê desenvolver um jogo na época medieval, se um outro enquadrado na época actual (ou até no futuro) oferece muitas mais possibilidades de licenciamento de produtos?
A utilização correcta do product placement é um equilíbrio delicado que poderá ser uma das formas de vencer alguns obstáculos. Tanto pode trazer credibilidade às obras e receitas valiosas às editoras, como pode condenar ambas. Apenas um uso responsável e coerente poderá assegurar um casamento feliz.

Gonçalo Brito

 

Se ainda não compraram, deviam ter vergonha. A Hype! 08 está deliciosa, tal como podem comprovar neste vídeo:

Queria escrever umas considerações sobre o Grand Theft Auto 4 que me têm andado aqui às voltas no cérebro, mas agora estou sem tempo.

Para já fica apenas aqui o vídeo de uma peça que o Lourenço Medeiros, da SIC, realizou sobre o jogo da RockStar, e na qual tive o prazer de participar.

Realizou-se recentemente o PlayStation Day, um evento em Londres para a imprensa europeia para o qual fui convidado, a serviço da rede MyGames e revista Hype!. Espreitem aqui como foi.

Fez na Páscoa um ano que a PlayStation 3 foi lançada em Portugal. É uma boa altura para rever esta pequena peça sobre as primeiras impressões que a consola da Sony causou em alguns especialistas da área, e comparar com o actual estado das coisas.

Podem também espreitar aqui em baixo como foi o dia do lançamento da PS3.

Para quem esteve lá, como eu, é uma boa forma de recordar uma noite que foi bem divertida.

Este artigo de opinião figura na revista Mega Score nº115 de Abril de 2005 e, embora desactualizado, ajuda a compreender o percurso do preço dos videojogos.


Pescadinha de rabo na boca

Preços demasiado elevados para as nossas carteiras, produtoras e editoras que fecham as portas a um ritmo alucinante e, claro, a velha história das solas gastas: o nível de pirataria de videojogos (e não só) em Portugal é dos mais elevados da Europa. Em que medida é o nosso país influenciado por tudo isto?
É indiscutível que pagar um sétimo do salário mínimo nacional por um videojogo é incomportável, mas é também importante não esquecer que Portugal é um país com um mercado pequeno (por pequeno entenda-se pobre). As editoras dos chamados países desenvolvidos produzem videojogos cujos orçamentos se adaptam à economia do seu país. Quando o produto final é vendido aos retalhistas assume um preço idêntico para todo o mundo, preço esse que obviamente não é acertado (reduzido) em função do país ao qual estão a vender. É isso mesmo. Um dos nossos maiores inimigos é o poder de compra, ridiculamente inferior ao de um francês ou inglês (que por sua vez também se queixam dos seus preços. Se eles soubessem…).
Por outro lado, é quase impossível para o jogador português ter uma percepção correcta da evolução dos preços na indústria, simplesmente porque os jogos originais só começaram a surgir em terras lusas no início da década de 90. Enquanto por cá comprávamos a pirataria baratinha que se vendia livremente em lojas de electrodomésticos e afins (jogos para ZX Spectrum a 300 escudos por exemplo), nos Estados Unidos os jogadores pagavam, já desde 1977, 40 dólares por unidade (cerca de 30 euros). Quando finalmente nos deparámos com as obras originais (e com os seus preços bem mais elevados que antes), contraímos um estigma que havia de durar até hoje. Com a massificação da banda larga e o surgimento dos programas peer to peer, o consumidor português, ávido de borlas e com pouco dinheiro no bolso, encontrou o seu oásis. Mas enquanto uns aproveitam esta forma ilegal para uso pessoal ou apenas para dilatar a sua cultura geral, muitos deixam-se dominar pela ganância, roubando as obras alheias apenas com o repreensível intuito de as vender.

É claro que parte da situação seria parcialmente resolvida com o decréscimo dos preços dos produtos originais, mas isso implicaria reduzir a margens de lucro - algo que não vai acontecer. Depois, a inexistência de lojas especializadas e uma mentalidade colectiva ultrapassada, incapaz de qualificar um videojogo como um produto cultural, apenas fomenta uma crescente desorganização.
E agora tudo promete piorar: o preço dos videojogos vai aumentar. Ainda que tal não tenha sido formalmente anunciado, a verdade é que muitos dos gigantes da indústria desejam arduamente tal agravamento (o que na prática é quase o mesmo). Aliás, o consumidor tem vindo a ser experimentado, de há um tempo a esta parte, por aquele tipo de jogos que são um sucesso comercial à partida (os chamados títulos AAA). No PC, o hype de nomes como Half-Life 2 ou The Sims 2 foi desculpa suficiente para cobrar mais cinco ou dez euros que o normal. Já nas consolas, o ano novo viu mesmo um aumento nos preços, com blockbusters como Grand Theft Auto: San Andreas a atingirem uns escandalosos 70 euros. Isto sem referir os “pacotes de coleccionador”, que muitas vezes não passam de uma caixa repleta de pequenas ofertas inúteis que desculpam o agravamento do preço.  

A propósito, o vice-presidente da Sony Computer Entertainment America (SCEA), Jack Tretton, afirmou recentemente que “não existem razões para que os consumidores não paguem mais pelos jogos”. Discursando perante uma plateia de personalidades da indústria, no evento D.I.C.E., Tretton justificou esta declaração com a necessidade que as editoras têm de cobrir os cada vez maiores custos de produção. Antes de vendermos a alma, um euro de cada vez, para darmos um beijinho ao senhor Tretton, procuremos compreender as razões das suas alegações. 
O sucesso comercial dos referidos blockbusters encarecidos é um indicador claro de que os consumidores estão preparados para os aumentos. Por outro lado, a pirataria, bem como as dezenas de jogos que todos os anos levam empresas à falência devido a fracas vendas, fazem repensar o actual esquema de preços. É que a maioria das editoras apenas tem lucro substancial com um ou dois títulos por ano. Os restantes costumam mesmo dar prejuízo. Qual a lógica por trás desta política económica é algo que me ultrapassa (Update: É uma questão de probabilidades: em quanto mais jogos as editoras apostarem, mais hipótese têm de que pelo menos um seja bem sucedido), mas a verdade é que Tretton não está sozinho na sua “chamada às armas”. Activision, Electronic Arts e até o Bank Of America Securities ambicionam os referidos aumentos, alegando que os preços dos jogos já resistem à inflação há demasiado tempo.
Esta é uma guerra que ninguém parece querer perder. Embora por um lado as editoras se queixem da pirataria, por outro não tomam medidas palpáveis para a impedir. Para já é apenas certo que a constante subida do preço dos jogos originais irá aumentar cada vez mais o fosso entre os consumidores portugueses e os produtos em questão. O cariz elitista que caracterizava os videojogos aquando do seu surgimento vai acabar por se impor novamente nos países mais pobres, e Portugal não será excepção.

Gonçalo Brito

Escrevi este ensaio para a secção MMOs da revista Hype! nº1, mas por questões editoriais e de espaço, apenas parte dele acabou por figurar na revista.
O que fiz foi pegar no livro Viagens Na Minha Terra, de Almeida Garrett, e cruzá-lo com as minhas próprias histórias, vividas no jogo para múltiplos jogadores num universo persistente online (MMORPG), The Lord Of The Rings Online.

Viagens na Minha Terra Média

Capitulo primeiro
De como o autor deste erudito relato se resolveu a viajar na sua Terra Média; e como resolveu imortalizar-se escrevendo estas suas viagens. - Parte para Angmar. - Chega aos campos de Southern Bree, encontra-se com alguns colegas, inicia a sua caminhada para a Old Forest; e o que aí lhe sucede.

Vivo na grandiosa e turbulenta Lisboa.
Muitas vezes, sufocado pelas noites de estio, viajo até à minha janela para me enganar com uns verdes de árvores que ali vegetam por entre os entulhos. Nunca escrevi sobre tal viagem pois a minha pena, pobre e soberba, quer assunto mais largo. Pois hei-de dar-lho. Vou nada menos do que à Terra Média, a Angmar - a terra dos Nazgûl. E protesto que de quanto vir e ouvir, de quanto eu pensar e sentir se há-de fazer crónica.
São seis da manhã nas terras ideadas por Tolkien. Desperto para a grandiosa e turbulenta Bree no interior da estalagem Prancing Pony, onde recentemente Aragorn salvou o Hobbit Frodo, e seus companheiros, dos Nazgûl: os reis que agora são escravos. A fama do sítio faz com que esteja apinhado dia e noite por gentalha de todos os géneros e níveis. Mesmo a esta hora há quem encoste um copo aos lábios, embale um Alaúde ou um Clarinete e até quem baile ao som das melodias desafinadas pela latência dos servidores. Nada lhes interessa o mundo fora das muralhas de Bree. Preciso de sair daqui. Limpar os pulmões. E depois inundá-los com o fino sabor do meu cachimbo. Os Hobbits plantam alguns dos melhores tabacos de toda a Terra Média e eu sou um dos seus mais fervorosos adepto.
Não tenho cavalo e já estou atrasado para o meu encontro. Permito-me alguns segundos de inveja do cavaleiro que passa e desato a correr em direcção aos campos de Southern Bree.
Chego muito a horas, envergonhei os mais madrugadores dos meus companheiros de viagem, que todos se prezam mais matutinos homens que eu. À minha volta, terras rasas amarelas e verdes relembram-me a minha lezíria ribatejana. Sou interrompido por uma cavalgada de passos: são os meus companheiros de viajem. O sino dá o último rebate. Partimos.

Capitulo Segundo
Chega à Old Forest e não a acha. - Trabalha-se por explicar este fenómeno pasmoso. - Belo rasgo de estilo romântico.

Isto é que é a Old Forest?
Não pode ser.
Esta, aquela antiga selva temida quase religiosamente como bosque druidico? Onde está a floresta primordial que cobria quase toda a área de Eriador? Mudou-se com certeza. É sabido que os Hobbits destruíram parte deste sagrado bosque para edificar os seus buracos, mas nunca esperei encontrá-lo de tal forma reduzido.
Curiosamente, no seu âmago, a Old Forest continua a ser tão assustadora como sempre. Árvores oscilam onde o vento não sopra e morcegos, lobos e ursos espreitam por entre a ténue luz que a ramagem deixa passar.
Abandonámos com celeridade a ex-glória verdejante em direcção ao Shire. Mas a cada passo do caminho, ao chão estive eu para me atirar, como uma criança amuada de desapontamento.

Capitulo Terceiro
Pernoitada no Shire. Ninguém faz festa como os provincianos. Reflexões importantes sobre a minha terra natal. Memórias de bailaricos.

Á medida que penetramos nas férteis terras do Shire e inalamos o campestre aroma composto por estrume e erva, o meu compartimento de memórias entra em ebulição. Tal como o Cartaxo, a terra onde cresci, o Shire é asseado e alegre - como um agradável bairro suburbano de uma cidade.
Rumámos para a maior cidade do Shire, Michel Delving, pois sabíamos que estava em festa. Pensámos estar demasiado cansados para farras, mas ao vermos a população local e visitantes reunidos na praça principal, não resistimos. Tal como manda a tradição, as crianças correm para trás e para diante entretidas pelos seus jogos de Escondidas e Apanhada, e os graúdos servem vinho, pão e libertam foguetes coloridos. No coreto, um grupo de Hobbits, com um baterista anão, cuida de que não falte música. Fui novamente invadido por um sentimento de nostalgia. Há muito, muito tempo, também eu animei as hostes saloias de Portugal. O bairrismo das festas populares é um poderoso ritual: as pessoas estão felizes por ali estar, e os trovadores absorvem um forte sentimento de satisfação por isso. É claro que por vezes as coisas correm mal, como quando a populaça tentou invadir os camarins onde eu e a minha a minha banda nos encontrávamos, para nos obrigar a tocar mais… uma forma diferente de pedir um encore.
Em Michel Delving tudo correu pelo melhor, especialmente para nós que comemos, bebemos e dançámos toda a noite.

Capitulo quarto
Abandonado, fala da natureza enigmática dos Elfos.

O povo tem sempre melhor e mais puro gosto do que essa escumalha descorada que anda ao de cima das populações e que se chama a si mesma por excelência da sociedade. Foi essa a sensação com que fiquei sobre o meu convívio com os Elfos, em Ered Luin. Digo “fiquei” pois os meus citadinos colegas de Bree decidiram que já tinham tido a sua dose de provincianismo e abandonaram-me. Regressaram à sua grandiosa e turbulenta casa.
Azar o deles. Ficaram sem saber que em Ered Luin, amiúde se sente um ambiente prosaico e burguês, chato, vulgar e sensabor, assoprado numa tentativa ao grandioso do mau gosto. Ficaram sem saber que o Elfos assim são, mas que não o são por mal. Ficaram sem conhecer a esotérica e inesquecível arquitectura Élfica. Azar o deles.

Capitulo quinto
Reflexões importantes sobre os cosmopolitas e os que pensam que o são. Final surpreendente que será relembrado e repetido por anos vindouros… bom, pelo menos até chegar a próxima geração de consolas… ok, pronto, quem tiver pachorra para o ler até ao fim poderá até achar que é razoável.

Sei o que o leitor está a pensar. Está a olhar para o mapa e a dizer: «então mas se ele vai para Angmar, porque segue no sentido contrário?». Saiba o prezado leitor que, como você, assim pensa uma grande parte dos alfacinhas e “Breeanos”: «Se tenho tudo tão perto, porquê sair de Lisboa e ir conhecer o país?». Se passam a sua vida entre o Chiado, a Rua do Ouro, o Teatro de São Carlos e o Algarve, como hão-de alargar a esfera dos seus conhecimentos, desenvolver o espírito e chegar à altura do século? Dirijo-me para Angmar não pelo caminho mais curto, mas pelo caminho mais culto.
E por isso prefiro cessar o meu relato e deixar o resto do caminho em aberto. Não vá algum aventureiro citadino e comodista deixar de explorar esta Terra Média por fazer dele as memórias que afinal são minhas.

Gonçalo Brito, na Terra Média


The Lord Of The Rings Online
Sistema:
PC
Editora: Codemasters
Sites Relacionados: www.lotro-europe.com