Regresso à Lisboa Medieval

Marquês de Pombal e a cidade de Lisboa, de Louis-Michel van Loo (1707-1771) e Claude-Joseph Vernet (1714-1789), Museu da Cidade, Lisboa

Um grupo de investigadores das áreas de História de Arte, Arquitectura e Novas Tecnologias está a tentar reconstruir a Lisboa que existia em 1755, antes dos fatídicos terramoto/tsunami/Incêndios, elementos que formaram um cataclismo que havia de impulsionar quase a solo a criação da Sismologia.

Gravura em cobre

Um cataclismo que influenciou largamente a corrente iluminista que fervilhava na altura, e mentes brilhantes como Voltaire, Kant e Descartes.

«Ruínas de Lisboa. Após o sismo os sobreviventes viveram em tendas nos arredores da cidade, como ilustra esta gravura alemã de 1755», Wikipedia

O veículo para mostrar Lisboa antiga em 3D será o “jogo” Second Life, de forma a que todos os interessados possam criar um representante virtual e passear pelas ruas da velha capital.

Clica na imagem para veres imagens panorâmicas do projecto

«A Ópera do Tejo, a maior e mais luxuosa casa de música do Mundo de então, abrira há sete meses. A na altura nova Catedral Patriarcal, mandada edificar com ouro do Brasil, pelo mesmo magnânimo rei D. João V, do Convento de Mafra, tinha dez anos de uso no culto. Nenhuns sinais destas grandes obras ficaram depois de os engenheiros militares do marquês de Pombal tratarem de arrasar por completo uma vasta área da cidade de Lisboa, muito danificada pelo terramoto de 1 de Novembro de 1755, a que se seguiram duas ondas de tsunami e um devastador incêndio». in Correio Da Manhã

«O terramoto, o tsunami e os incêndios destruíram muita documentação do que era a Lisboa antiga. Os mentores da reconstituição de Lisboa no ‘Second Life’ pensam que o projecto vai permitir avançar muito no conhecimento do património arquitectónico. Helena Murteira justifica as expectativas com experiência própria. Quando fez o seu doutoramento na Universidade de Edimburgo com uma investigação comparativa sobre Lisboa, Londres e Edimburgo na Europa Setecentista, enfrentou algumas perplexidades quanto à capital portuguesa. Porém, ao procurar documentação na British Library, de Londres, descobriu tanto material que teve de “pôr umas palas” para se concentrar no seu objecto de investigação». in Correio Da Manhã