Notícias, Opinião, Vamos todos morrer uma morte horrível

Internet is for Porn

 

 

«A Associação da Indústria de Entretenimento para Adultos norte-americana diz que as vendas de DVD de filmes pornográficos já desceram um terço devido à contrafacção dos filmes e aos sites de pornografia gratuita na internet», diz o jornal i.

Em resposta, algumas pornstars decidiram unir-se na gravação de um vídeo a apelar… à carteira dos consumidores.

Mais um exemplo de inadaptação ao evoluir dos tempos.

A implacável proliferação do download ilegal mudou por completo as regras do jogo e esse nem é  sequer o único responsável pelas alegadas quebras de vendas.

Já o disse muitas vezes e volto a repetir: existem produtos pelos quais nunca mais será possível voltar a cobrar dinheiro.

O tradicional formato de filme pornográfico é um desses casos. É um paradigma ultrapassado.

À esquerda: Festa da mangueira

hoje em dia as pessoas preferem outro tipo de interacção com os profissionais da pornografia. Este é o 42º site mais visitado do mundo.

E depois existe pornografia gratuita para todos os gostos e fetiches. Este é o 53º site mais visitado do mundo, mas existem muitos outros do género.

São particularmente populares porque, parafraseando um colega meu, «permite sacar a pila para fora e despachar a coisa em 5 minutos». De facto… convenhamos que, para o homem, o acto de masturbação não é propriamente uma saída com jantar romântico a dois…

E nem sequer vou falar do quão irónico é a malta da indústria pornográfica vir dar lições de moral e ética….

Quando as tendências mudam, não vale a pena chorar. Pode e deve-se continuar a regular e a proibir ilegalidades, mas isso nunca será suficiente. Adaptação, adaptação, adaptação. Or starvation….

O futuro é o 3D

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11 thoughts on “Internet is for Porn”

  1. Ah, Chasey Lain, imortalizada pelo grande hino dos Bloodhound Gang. Há anos que não vejo porn mas ainda me lembro dela. Além disso, com a Web 2.0 já não se vê porn; “experiencia-se” porn. Algo completamente diferente, entendam-me!

    Anyway, é precisamente isso que dizes. Há coisas que nunca mais poderão voltar a ser cobradas ou, digamos, sujeitas ao mesmo tipo de transação tradicional. Bolas, a partir do momento em que torrents e programas third party permitem sacar FLVs do YouTube se tornaram commonplace, tudo isso ficou ultrapassado.

    E despachar a coisa em 5 minutos? Isso é não ter respeito às actrizes, à coisa e à mão da ocasião!

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  2. Mas isto não era tão previsível? Descobriram uma mina de ouro e o ouro acabou. Agora há-que ter novas ideias. Procurar outras minas.

    De facto, face ao stream, e quando se “despacha” em 5 minutos (se tanto), comprar não compensa o trabalho…

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